Se você é empresário ou gestor financeiro já deve ter ouvido falar do regime de caixa e competência. Mas de fato, você domina essas duas técnicas de registro financeiro? Esses termos são usados para registrar as movimentações financeiras de uma empresa, e entender como funcionam pode te ajudar a gerenciar melhor o negócio e tomar decisão com base em dados confiáveis e caso ainda não seja sua realidade a OAK pode te ajudar.

O que são esses regimes?

Quando uma empresa faz uma venda ou paga uma despesa, isso gera um evento contábil e financeiro. Esses eventos podem ser registrados de duas maneiras:

  • pelo Regime de Caixa ou
  • pelo Regime de Competência.

Regime de Competência

No Regime de Competência, os eventos são registrados na data em que ocorrem, independentemente de quando o dinheiro vai realmente entrar ou sair do seu caixa. Por exemplo, se você vendeu um produto em agosto, mas só vai receber o pagamento em setembro, a contabilidade registra essa venda em agosto, porque é quando o evento aconteceu.

A ideia nesse modelo é refletir o momento em que a ação foi realizada – a venda, a compra, o serviço prestado – não importando quando o dinheiro de fato vai ser pago ou recebido.

Regime de Caixa

Já o Regime de Caixa é mais simples: ele considera a data em que o dinheiro entra ou sai do caixa. Usando o exemplo anterior, a venda só seria registrada em setembro, quando o pagamento é recebido. Aqui, é como se você estivesse acompanhando o saldo da conta bancária da empresa, vendo exatamente quando o dinheiro entra ou sai.

Qual é a diferença entre eles?

A principal diferença entre esses dois regimes é o momento em que os eventos são registrados. No Regime de Competência, você olha para a data em que a venda ou compra aconteceu. No Regime de Caixa, você considera a data em que o dinheiro entrou ou saiu do caixa.

Quando usar cada um?

Para medir os resultados da empresa, geralmente é melhor usar o Regime de Competência, que oferece uma visão mais completa. Isso porque ele considera todas as vendas e despesas, além de fatores como a depreciação, algo que o Regime de Caixa não faz. O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), um dos relatórios mais importantes para a gestão da empresa, é feito com base no Regime de Competência. Ele mostra se a empresa teve lucro ou prejuízo em um determinado período.

Por outro lado, o Regime de Caixa é essencial para entender a saúde financeira da empresa no dia a dia. O Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC), que também é um relatório fundamental, usa esse regime para mostrar as entradas e saídas de dinheiro. Ele ajuda a entender se a empresa tem dinheiro em caixa para pagar suas contas e manter as operações.

Por que é importante usar os dois regimes?

O DRE e o DFC são relatórios complementares, cada um com um propósito específico. Juntos, eles oferecem uma visão completa da empresa. Por exemplo, uma empresa pode mostrar lucro no DRE, mas se os prazos de pagamento e recebimento não forem bem planejados, pode faltar dinheiro em caixa, e isso é algo que o DFC revela.

Vantagens e desvantagens do Regime de Caixa

  • Ponto Positivo: O Regime de Caixa mostra exatamente quanto dinheiro a empresa tem disponível, o que é fundamental para gerenciar a liquidez, ou seja, a capacidade de pagar as contas.
  • Ponto Negativo: Por outro lado, ele não dá uma visão clara do desempenho operacional da empresa. Por exemplo, se a empresa só analisasse o fluxo de caixa, poderia parecer que ela teve prejuízo em alguns meses e um grande lucro em outro, quando na verdade isso pode ser apenas o reflexo de quando os pagamentos foram recebidos.

Vantagens e desvantagens do Regime de Competência

  • Ponto Positivo: O Regime de Competência ajuda a entender se o modelo de negócio da empresa é viável, permitindo avaliar se os produtos ou serviços geram lucro suficiente para cobrir custos e despesas.
  • Ponto Negativo: Como ele não considera o que realmente está acontecendo no caixa da empresa, pode levar a uma situação em que, mesmo mostrando lucro no papel, a empresa acaba sem dinheiro em caixa, precisando contrair dívidas desnecessárias.

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